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Almada na Voz de Jovens Mulheres!
 
Almada na Voz de Jovens Mulheres!
Festas e Comemorações
Entrevista com Susana Silveira

“Almada na Voz de Jovens Mulheres” é uma iniciativa que dá voz às mulheres jovens de Almada, que nela residem e/ou trabalham.
De vários quadrantes e etnias, unidas por esta cidade.
Do empreendedorismo social, ao voluntariado, passando pela saúde e intervenção social.

Cada uma dá o seu testemunho, através de uma breve entrevista, dando corpo e voz à realidade das mulheres jovens almadenses.
Nelas reside o futuro, a perseverança e o otimismo num amanhã menos desigual, na luta pelo combate aos estereótipos, na perspetiva de uma cidade mais inclusiva e igualitária.

Partilhamos contigo o testemunho de Susana Silveira, uma jovem da Associação «Costume Colossal», que dedica o seu tempo a promover a integração da comunidade cigana na sociedade.


JUVENTUDE - Estamos a comemorar o Dia Internacional da Mulher e gostaríamos de saber o que é para ti ser mulher cigana?
SUSANA SILVEIRA - Para mim, ser mulher, é afirmar a minha posição e o meu lugar na sociedade dia após dia. Ser cigana, é ser pertencente a uma vasta e rica cultura onde a família, o respeito pelos mais velhos e pelas crianças imperam.

JUVENTUDE - A mulher cigana também enfrenta uma dupla discriminação, porque não só é mulher, como é cigana. Achas que a mulher cigana ainda é muito esquecida pela sociedade?
SUSANA SILVEIRA - Como disse e bem, a mulher cigana é duplamente discriminada. Enquanto mulher cigana, posso afirmar que estamos a percorrer o mesmo percurso que fizeram há cerca de 40 anos as mulheres da comunidade maioritária, ou seja, travamos a "luta" dentro das nossas comunidades e quando vingamos, deparamo-nos com uma "luta" ainda maior, que é sustentada pelo racismo, que vem assolando o nosso país e nos prejudica nas áreas mais diversas do nosso quotidiano tais como, procura por um emprego, habitação, etc...

JUVENTUDE - Qual é o principal preconceito que se mantém, nos dias de hoje, em relação às mulheres ciganas? Acreditas que a sociedade está a evoluir no que diz respeito à Igualdade de Género?
SUSANA SILVEIRA - Posso considerar que, muitas das vezes, quando se pensa numa mulher cigana, se imagina alguém com pouca voz e empoderamento, o que na sua maioria não corresponde á realidade. A mulher cigana é muito importante na nossa etnia, pois além de muitas vezes trabalhar em conjunto com o seu conjugue, ainda dirige o seu seio familiar e é a base da sua família.

JUVENTUDE - Trabalhas na Associação Costume Colossal, uma associação que pretende defender os direitos dos ciganos e a igualdade na comunidade cigana. No meio de todo este processo, alguma vez te sentiste discriminada?
SUSANA SILVEIRA - A Costume Colossal é para mim algo que me tem feito crescer enquanto ser humano. Infelizmente, mesmo depois de todo o trabalho que temos desenvolvido, consigo sentir ainda muita discriminação, seja quando procuramos um contabilista, nos dirigimos a um banco ou até mesmo quando procuramos um local para realizar alguma atividade.

JUVENTUDE - Quais as mulheres que te inspiram e que são referências para ti?
SUSANA SILVEIRA - Para mim, é muito difícil enumerar as mulheres que me inspiram, pois são muitas as que conheço no meu dia a dia e me fazem querer ser mais e melhor, mas não posso deixar de referir a minha mãe, pois é alguém que me ensina a enfrentar as situações mais difíceis de cabeça erguida e com dignidade.

JUVENTUDE - No futuro, como gostarias de ver a Mulher Cigana?
SUSANA SILVEIRA - No futuro, espero ver mulheres mais empoderadas, formadas, com os mesmos direitos e deveres das restantes mulheres das outras comunidades, com a sua carreira profissional e sem nunca deixarem de ser quem são!