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Fragata
Em Cacilhas, nos antigos estaleiros da Parry&Son, um dos locais mais emblemáticos da história económica do concelho, está exposta a fragata D. Fernando II e Glória, última fragata à vela da Marinha Portuguesa concebido para a guerra e a última nau portuguesa da carreira da Índia, construída em Damão em 1845.
 
A World ShipTrust – uma organização internacional dedicada a incentivar e apoiar o restauro e preservação de navios com valor histórico – atribui-lhe um galardão “International Maritime Heritage Award”, pela excelência do trabalho realizado.
 
O navio tem quatro pisos, todos visitáveis, acedidos por escadas íngremes e estreitas, pelo que é melhor levares calçado prático. O sistema de áudio-guia, com explicações minuciosas, nos pontos de interesse estabelecidos, dá-te a noção do que era a vida a bordo deste navio.
 
Sobes pela rampa de acesso ao navio e estás no convés de numa embarcação movida única e exclusivamente à vela. Era aqui que o pessoal de serviço conduzia o navio, debaixo do sol abrasador e de terríveis tempestades.
Desce até ao piso inferior, a bateria. Aqui está localizada a artilharia pesada do navio, que podia receber até 60 peças.
Repare ainda nas amarras do navio, cada uma com 275 metros de comprimento, enrolando-se em torno do espaço central. No fim pendem as âncoras.
 
Para além do transporte de mercadorias, bens e passageiros, a fragata levava também os condenados ao degredo nas antigas possessões e as respectivas famílias. Numa das viagens para Moçambique, transportou 119 sentenciados, 26 mulheres e 14 menores, seus familiares.
 
Mas a D. Fernando II e Glória também teve passageiros ilustres. Em 1852 a imperatriz do Brasil, casada com D. Pedro IV e a sua filha, a princesa D. Amélia, foram levadas até ao Funchal, tendo ocupado o camarote do comandante.
Para chegares a estes aposentos, atravessas a câmara dos oficiais.
Aqui encontra uma mesa ricamente composta com um serviço de mesa propositadamente produzido pela Vista Alegre para a Fragata.
 
Na próxima divisão estão as instalações do comandante do navio, com espaços privados e privilegiadas janelas para as águas dos mares galgados pela embarcação.
Compara este com os da coberta onde os passageiros e a guarnição ficavam alojados e tomavam as suas refeições.
Desce agora e segue até ao último piso, o porão, onde a grande atracção é o paiol que servia para organizar os sacos de pólvora para fazer detonar os canhões.
 
Antes de saíres podes comprar uma BD com a história da fragata, relatos da vida a bordo e pormenores e histórias curiosas desta embarcação.
Mas isto, só se fores lá, visitar a D. Fernando II e Glória, a última nau que viajou para a Índia.

Fragata

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