Processionária-do-pinheiro
Ambiente
Nesta altura da primavera, encontramos em vários pontos do concelho a processionária-do-pinheiro. Saiba os cuidados a ter para se proteger desta espécie que tanta comichão dá.
Se visitar o Parque da Paz ou outras zonas com pinheiros e cedros, pode encontrar processionárias, uma lagarta que existe naturalmente na nossa região, conhecida pelas alergias causadas em humanos e animais.
 
É durante a primavera, entre fevereiro e maio, que atingem o estádio de maturação mais avançado, deslocando-se dos pinheiros que já estejam muito desfolhados para outras árvores.
 
No início deste período ainda podem ser vistas em «procissão» nos caminhos dos jardins e outras áreas verdes, despertando a curiosidade de crianças e animais de companhia, mas para o final da primavera as lagartas desaparecem, enterrando-se no solo para se transformarem em crisálidas.
 
 
Sintomas alérgicos
 
Os pelos das processionárias causam alergias na pele, globo ocular e aparelho respiratório.
 
Os sintomas mais comuns são comichão, ardor, irritação da pele, olhos avermelhados, inchados e com comichão e dificuldade em respirar.
 
Se houver o contacto com a lagarta, ou quem tiver sintomas de alergia, deve procurar um médico.
 
Os animais domésticos também podem ser afetado, mantenha-se por isso atento quando os passear.
 
 
Recomendações úteis
 
- Evite o contacto com as lagartas quando em procissão;
- Não as pise nem as esmague;
- Isole a zona que tem lagarta processionária;
- Não varra a zona sem equipamentos de proteção (máscara, luvas, óculos);
- Remova os ninhos da lagarta, protegendo a pele com roupa e usando sempre luvas, óculos, máscara para boca e nariz;
- Em caso de contacto não remova as lagartas sem antes proteger a sua pele ou retirar com pinça;
- Em caso de contacto com a roupa, esta deve ser lavada a temperaturas elevadas;
- Em caso de reação alérgica, consulte o médico;
- Não passeie animais em áreas com pinheiros. Em caso de alterações, consulte rapidamente o veterinário.
 
 
Intervenção municipal
 
A Câmara Municipal de Almada tem procurado responder a este problema informando os munícipes, disponibilizando informação técnica e intervindo em várias situações:
- Eliminação de ninhos de forma localizada e manual, após avaliação do risco para a população e animais;
- Tratamento microbiológico em parques infantis, logradouros escolares, espaços verdes municipais;
- Colocação de caixas-ninho para os predadores naturais desta espécie, como os cucos, as poupas e os chapins, em logradouros escolares e em espaços verdes municipais.
- Desinfestações nas situações generalizadas em espaço público.
 
Saiba mais sobre esta espécie aqui.
 
Mais informação:
Divisão de Espaços Verdes
Tel.: 21 254 97 00
 
 
12/04/2018