A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, assinou a 6 de novembro o contrato que permitirá a criação do Laboratório Vivo de Almada
Ambiente
A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, assinou a 6 de novembro o contrato que permitirá a criação do Laboratório Vivo de Almada. Um projeto inovador a implementar na Rua Cândido dos Reis que irá contribuir para a redução das emissões de carbono.
A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, assinou no dia 6 de novembro, em Matosinhos, o contrato que permitirá cofinanciar a instalação de um Laboratório Vivo para a Descarbonização (LVpD) no concelho.
  
O programa, lançado pelo Fundo Ambiental (organismo dependente do Ministério do Ambiente),  possibilitará a criação de seis a oito LVpD em várias cidades portuguesas.
 
Dos 35 concelhos que apresentaram candidaturas, 12 foram selecionadas para uma segunda fase, sendo Almada a cidade com melhor pontuação neste ranking (ex-aequo com Seixal).
  
Foram atribuídos a Almada 80 mil euros para elaborar um plano de execução das ideias apresentadas na candidatura. Mais tarde, existirão 3 milhões de euros de fundos a distribuir pelas cidades participantes, para implementar medidas concretas no terreno já em 2018.
  
Este projeto surge na sequência da assinatura dos Acordos de Paris em 2015 por Portugal, onde foram estabelecidas metas ambiciosas a nível local e nacional, para a redução das emissões de carbono resultantes das atividades humanas até 2050.
  
João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente (na foto com a presidente da Câmara Municipal de Almada), presidiu à cerimónia de assinatura de contratos com 12 municípios selecionados para acolher o programa Laboratórios Vivos para a Descarbonização: Almada, Alenquer, Águeda, Barcelos, Braga, Évora, Figueira da Foz, Loulé, Mafra, Maia, Matosinhos e Seixal.
  
 
O que são os Laboratórios Vivos
 
Os Laboratórios Vivos são espaços definidos pelas cidades que concorreram ao programa, onde serão implementadas soluções demonstrativas, que depois possam ser replicadas em outros locais e cidades do país e do mundo.
  
Em Almada, o espaço proposto para desenvolvimento do projeto é a Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas, que reúne condições para ser demonstrativa por concentrar usos residenciais, comércio, diversos modos de transporte e ser uma zona pedonal e ciclável.
 
No Laboratório Vivo de Almada propõe-se a criação de um mini-centro de logística urbana, que possa atenuar os problemas na realização das operações de cargas e descargas e mitigar os atuais conflitos na utilização desta via pedonal de grande procura.
 
Outras das ações a implementar são a criação de uma moeda local, que promova a atividade económica no Laboratório e áreas envolventes, a recolha inteligente de resíduos, incluindo o aproveitamento de resíduos alimentares, a disponibilização de informação em tempo real sobre os modos de transporte públicos que servem a zona, a iluminação pública inteligente e a redução da intensidade energética nos edifícios.
  
Será também desenvolvido um plano de comunicação dirigido a todos os utilizadores desta zona, residentes, comerciantes e visitantes, que se pretendem sejam parte ativa em todo o processo de descarbonização das atividades que ocorrem no Laboratório Vivo.
  
 
06/11/2017