Almada Árabe e Cristã - Das origens ao séc. XII->
A presença humana em Almada, topónimo de raiz árabe, remonta à pré-história. As recentes intervenções arqueológicas realizadas no Concelho revelaram que esta região foi habitada ou ocupada, pelo menos, desde o final do Neolítico, há cerca de 5.000 anos.
 
A estruturação inicial do primitivo núcleo urbano decorreu, provavelmente durante o período da civilização islâmica quando os muçulmanos escolheram também este sítio para construir uma fortaleza destinada à defesa e vigilância da entrada do Tejo, frente a Lisboa. Por esta margem passaram os mais diversos povos que se sedentarizaram, ou trocaram as suas experiências e mercadorias.
 
Fenícios, romanos e muçulmanos são algumas das antigas comunidades que entraram neste promontório de Almada. 
 
Almada, uma das principais praças militares árabes a sul do Tejo, foi conquistada pelas forças cristãs de D. Afonso Henriques, com a ajuda de cruzados ingleses em 1147. Ao lado dos cristãos, viviam os mouros livres e judeus, sob a protecção régia, dada pela carta de segurança de 1170, concedida por D. AfonsoHenriques aos mouros de Lisboa, Almada, Palmela e Alcácer. Corria o ano de 1190, quando D.Sancho I outorgou a Almada o primeiro foral extensivo a cristãos, homens livres que viviam na vila e seu termo.
 
A Ordem de Santiago, donatária de Almada, desde 28 de Outubro de 1186, continuava a ter um papel preponderante em todo o território, em especial no que ficava compreendido entre o rio Tejo e o Sado, quer a nível militar, facilitando o repovoamento de algumas áreas, quer a nível económico, recebendo benefícios de variadas actividades económicas locais.