Estudo Estratégico de Almada Poente - Cidade Aberta - Proposta->


Almada Poente - Proposta
Fruto do processo de participação e de uma identificação rigorosa e criteriosa dos pontos fortes e pontos fracos, aduzidas as oportunidades e as ameaças, foram traçados Modelos alternativos de Cidade, ou Cenários, resultantes de uma leitura conjugada de vários fatores, cuja evolução previsível ou desejável foi devidamente desenvolvida pela equipa.

A intervenção em Almada Poente foi planeada num contexto de integração estratégica e sócio--territorial, que foi incorporando o conhecimento da área de intervenção acumulado ao longo das diversas etapas de reflexão e de concertação, tendo-se adotado como uma visão de referência para o Modelo de Intervenção, um cenário de uma Nova Centralidade Urbana para este território, assente em quatro componentes estratégicas: Um Miradouro sobre o Estuário; Um Habitat de Qualidade; Um Território de Inovação; Um Espaço de Multiculturalidade.

Esta Visão Estratégica para Almada Poente corresponde a uma clara aposta nas suas vantagens de carácter locativo e nos seus recursos endógenos, abrindo-se e integrando-se ao exterior, de modo a que este território se projecte como uma nova centralidade urbana, afirmando-se enquanto cidade aberta. Com a fixação dos princípios orientadores, o estudo desenvolveu adequadamente as Linhas Chave da Estratégia e os seus quatro Macro Objetivos:

» Sustentabilidade Sócio-Económica
» Mobilidade
» Tecido Urbano e Paisagem
» Sustentabilidade Ambiental
 
No âmbito do Quadro Estratégico que se traçou, foi construído o Modelo Territorial, devidamente estruturado segundo uma rede articulada de Pólos e Eixos enquanto elementos de amarração a novas centralidades e de continuidade urbana respetivamente, dedicando ainda especial relevo ao seu Quadro de Execução, base operacional da estratégia, o qual se estrutura em quatro eixos fundamentais:
 
» Qualificação Urbanística
» Qualificação Socioeconómica
» Marketing Territorial
» Governância
 
O conjunto de ações proposto é heterogéneo, plasmando-se graficamente num Modelo de Execução equilibrado, consubstanciando-se em Áreas de Desenvolvimento Urbano (ADU), Projetos Estratégicos Territoriais (PET), ou ainda em programas setoriais, elegendo-se ainda quatro projetos âncora estruturantes para a implementação da estratégia. O seu enquadramento operacional é desenvolvido ao nível do seu grau de prioridade, autonomia e da dimensão financeira, abrangendo ainda um enquadramento Institucional, através de um primeiro registo dos principais atores (publico e privados) que irão intervir na prossecução das várias intervenções, sem contudo esgotar a possibilidade de outros atores intervirem no processo.
 
Considerando a extensa área e a necessidade de qualificação e de integração que a criação de uma nova centralidade implica, o Estudo aponta para a necessidade de que o desenvolvimento da estratégia delineada, seja operacionalizada mediante a elaboração de um instrumento de gestão do território, designadamente por um Plano de Urbanização para toda a área de intervenção, independentemente de outros instrumentos de Plano e de Projeto que vierem a revelar-se necessários.
 
Deste modo, o Estudo de Enquadramento Estratégico de Almada Poente, Cidade Aberta constitui um instrumento técnico inovador e qualificado, capaz de suportar e orientar a elaboração dos subsequentes Instrumentos de Gestão Territorial para esta área, contextualizando-os em termos locais e Regionais, constituindo-se, simultaneamente como Quadro de Referência para o desenvolvimento da área abrangida, tanto no que diz respeito ao relacionamento interinstitucional, como à própria gestão do território.