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Álvaro Cunhal


Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu em Coimbra a 10 de Novembro de 1913.

Iniciou a sua actividade revolucionária quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Participou no movimento associativo e foi eleito, em 1934, representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação da Juventude Comunista Portuguesa (FJCP), sendo eleito seu secretário-geral em 1935, ano em que passou à clandestinidade e participou, em Moscovo, no VI Congresso Internacional Juvenil Comunista.

Preso em 1937 e 1940, submetido a torturas, voltou imediatamente à luta logo que libertado depois de alguns meses de prisão. Participou na reorganização do PCP, em 1940/1941. Vivendo de novo na clandestinidade, foi membro do Secretariado de 1942 a 1949.

Preso de novo nesse ano, fez em tribunal uma severa acusação à ditadura fascista, defendendo a política do Partido. Condenado, veio a permanecer 11 anos seguidos na cadeia, oito anos dos quais em completo isolamento.

Em 3 de Janeiro de 1960 evadiu-se da prisão-fortaleza de Peniche junto com um grupo de destacados militantes comunistas. De novo chamado ao Secretariado do CC, foi eleito secretário-geral do PCP, em 1961. Depois do derrubamento da ditadura fascista em 25 de Abril de 1974, foi Ministro sem Pasta do 1.º, 2.º, 3.º e 4.º Governos Provisórios e eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República em 1975, 1979, 1980, 1983, 1985 e 1987. Foi membro do Conselho de Estado de 1982 a 1992.

Em 1992 deixou de ser secretário-geral do PCP e foi eleito pelo Comité Central Presidente do Conselho Nacional do Partido. Homem de convicções fortes e também de cultura, Álvaro Cunhal deixou uma vasta obra literária de onde se destacam: Rumo à Vitória,  A Revolução Portuguesa - o passado e o futuro, O Partido com Paredes de Vidro, Desenhos da Prisão I e II. Com o pseudónimo de Manuel Tiago: Até Amanhã, Camaradas, Cinco Dias, Cinco Noites, A Estrela de Seis Pontas, A Casa de Eulália. Álvaro Barreirinhas Cunhal faleceu a 13 de Junho de 2005.

A Câmara Municipal de Almada por deliberação camarária de 19 de Junho de 2006, decidiu homenagear esta grande figura da Política portuguesa, atribuindo-lhe a Medalha de Ouro da Cidade de Almada.