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Procissão de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Imagem de José Julião.
Festas da Nossa Senhora do Bom Sucesso
 
A Nossa Senhora do Bom Sucesso, padroeira da vila após o terramoto de 1755, é homenageada com a procissão de 1 de Novembro, agradecendo-se assim a protecção da freguesia durante o maremoto de 1755.
 
Até ao início do século XX, a madrugada do Dia de Todos os Santos era anunciada pelos “Zés Pereiras” que acordavam a povoação ao som de tambores. O dia era designado de “dia das sete panelas e meia” devido à abundância de comida.
 
Actualmente, a população é acordada ao som dos foguetes que anunciam a procissão que percorre a freguesia, seguida pela fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas até ao pontão, onde a imagem é voltada para o rio, sendo saudada pelos apitos dos cacilheiros enfeitados e alinhados na margem.

 

 

Procissão de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Imagem de José Julião.
O Terramoto de 1755 em Almada
 
Ocorreu a 1 de Novembro de 1755, às 9.45 da manhã e vitimou cerca de duas centenas de pessoas. O terramoto originou também um maremoto ou “onda gigante” como a população o designou e que provocou o afogamento de pescadores na Costa da Caparica e de alguns habitantes de Cacilhas.
 
“Amanheceo o dia primeiro de Novembro tão sereno, e tão aprasivel, que parecia querer com sua vista desterrar dos coraçoês humanos toda tristeza (...) quando pelas nove horas e trinta e quatro minutos se começou a sentir um pequeno movimento na terra, que augmentando-se por espaço de mais de seis minutos veyo a fazer confusos todos os moradores.”
 
*Carta de descrição para a Gazette de Cologne. I, 2 de  Janeiro em 8 de Novembro de 1756, p.115.
 
“...hum tão terrivel, e nunca experimentado tremor de terra, no dia de Todos os Santos ás nove horas, e tres quartos da manhãa(...) nos oito minutos da sua duração deixou inteiramente destruido (...) os estragos, e dannos, que assegurão ter cauzado o tremor em as cidades, e povoaçoens (...) e dilatado império são inauditos (...) O terremoto, que derribou, e arruinou muitos edificios, cazas (...) deixou as demais sentidas, e sepultadas nas ruinas sem numero de gente. Oito léguas se abriu a terra (...).”*
 
*Carta escrita pelo Padre Guardiam do Real Convento, e Vice Prefeito das Santas Missoens, ao Padre Procurador em 8 de Novembro de 1755, p. 4-7.
 
O sismo provocou a ruína das torres do Castelo e de vários edifícios de pequena e grande dimensão por toda a vila. As igrejas de Santiago, S. Paulo, Misericórdia e S. Sebastião foram bastantes afectadas. A igreja de Santa Maria do Castelo (ou Nossa Senhora da Assunção), situada dentro das muralhas do Castelo frente ao rio ficou totalmente destruída. A igreja de Santa Luzia, em Cacilhas e a igreja de Nossa Senhora do Monte, na Caparica ficaram parcialmente soterradas e em ruínas.
 
O Maremoto e a protecção da sua Padroeira 
 
À freguesia de Cacilhas ficou atribuída uma crença popular relacionada com o maremoto ocorrido em consequência do Terramoto de 1755. A localidade deve à sua padroeira, Nossa Senhora do Bom Sucesso, o recuo de uma assustadora onda gigante que colocou em perigo a população e ameaçou submergir a povoação. Alguns pescadores retiraram a imagem dos destroços da igreja de Santa Luzia e um catraeiro, empregado marítimo que ajudava a descarregar pessoas e mercadorias dos navios, agarrando a imagem, ergueu-a ao rio e a onda recuou.
A reconstrução da igreja de Santa Luzia deu lugar à Igreja da Nossa Senhora do Bom Sucesso, que passou a Igreja Paroquial de Cacilhas em 1979. A relação entre o maremoto e a Santa, Padroeira dos Navegantes, estabeleceu o dia 1 de Novembro como dedicado a esta última, sendo celebrada uma procissão em memória do ocorrido.


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