Setas Login
Setas Newsletter Setas Agenda Setas Contactos Setas Mapa do Sítio    
Casa da Cerca - Programação
Casa da Cerca - Banner Festa da Casa da Cerca
Casa da Cerca - Banner Há Música na Casa da Cerca
Casa da Cerca - Banner FlickrCasa da Cerca - Banner Issuu
 
Página inicial SeparadorDestaques SeparadorOs azulejos da Capela da Casa da Cerca
Os azulejos da Capela da Casa da Cerca seta indicativa de direcção do conteúdo 
Separador

Os Azulejos da Capela da Casa da Cerca

Azulejos da Capela

Adoração dos Pastores e Adoração dos Reis Magos
Fotografia de Inês Janeiro


Os azulejos azuis e brancos da Capela da Casa da Cerca são exemplares de uma época em que a azulejaria portuguesa atingiu grande vigor e inovação artísticas. Produzidos e colocados por volta de 1720-1725, a sua autoria tem sido atribuída ao Mestre P.M.P., artista azulejar de identidade desconhecida mas cuja obra é identificável em diversos palácios e igrejas do país.

Coincidindo o período da sua produção com outros documentos arquivístic
os, terá sido Pierre Michel, afamado mercador francês, a fazer a encomenda. Os vários painéis representam cenas e figuras bíblicas veneradas por este proprietário, fazendo jus à sua fé e ao seu prestígio.

Ladeando a entrada, encontramos dois compridos painéis que apresentam quatro cenas da Vida de Maria. À direita, a Anunciação e a Visitação e, à esquerda, a Adoração dos Pastores e a Adoração dos Reis Magos. Em cada painel, as cenas são divididas por uma coluna arquitetónica que serve de separador narrativo. Junto ao retábulo, estão as figuras de Santo António e de São Francisco de Assis. Uma cena da Crucificação, a revestir um nicho, parece ter sido realizada posteriormente e vinda de outro lugar.

Cercaduras de folhas de acanto e anjos emolduram todos os painéis, motivos que também se encontram noutras zonas, acompanhados por leões, anjos atlantes e motivos vegetalistas de evocação mariana. Apesar da pequena dimensão da capela, as composições dos azulejos sugerem o prolongamento do espaço para lá das paredes (levando-nos para outros lugares que poderiam ser Belém, Jerusalém ou Pádua) e a sensação de movimento em perfeita sintonia com os desígnios do Barroco.


                                                                                                                                          Sílvia Moreira




Imprimir Voltar   Imprimir Imprimir
 
Acessibilidade | Política de Privacidade | Ficha Técnica | Sugestões/Reclamações | Perguntas Frequentes
Copyright © 2007 Almada Informa. Todos os direitos reservados.