Setas Login
Setas Newsletter Setas Agenda Setas Contactos Setas Mapa do Sítio    
Casa da Cerca - Programação
Casa da Cerca - Banner Festa da Casa da Cerca
Casa da Cerca - Banner Há Música na Casa da Cerca
Casa da Cerca - Banner FlickrCasa da Cerca - Banner Issuu
 
Página inicial SeparadorDestaques SeparadorHistórias da Água na Casa da Cerca
Histórias da Água na Casa da Cerca seta indicativa de direcção do conteúdo 
Separador

Histórias da Água na Casa da Cerca
Neptuno

Entre uma das fachadas da Casa da Cerca e o Rio Tejo, situa-se a estátua de Neptuno, provavelmente mandada instalar por João Alegro Pereira (1820-1892), um dos proprietários da antiga Quinta da Cerca.

Segundo a mitologia romana, Neptuno é o deus das fontes, dos rios, dos mares e dos oceanos. Na Casa da Cerca, vigia o fluir do Tejo. Aproveitando a corrente, propomos um mergulho por histórias ancestrais da Casa da Cerca, sendo a Água principal elemento.

Comecemos pela mais remota história, que aconteceu entre 20 e 10 milhões de anos atrás, quando uma parte da rocha do leito do mar se elevou mais de 50 metros de altitude, abrindo caminho ao Tejo e formando uma arriba fóssil de onde Almada assentou, milhões de anos depois. Esta rocha de calcário conquífero contém vestígios de vida marinha nas várias camadas sobrepostas que compõem o período geológico Miocénico. Conchas, gastrópodes, dentes de tubarões ou ossos de cetáceos, muitos são os fósseis de animais marinhos que compõem a rocha que veio servir de matéria-prima para a construção de casas, pelo menos até ao século XIX. Por conseguinte, podemos ver fósseis marinhos em toda a zona antiga de Almada. Na Casa da Cerca, em particular, são bem visíveis nas paredes interiores da Galeria do Pátio.

Do património geológico avançamos para o património arquitetónico. O piso térreo situado a norte, núcleo edificado mais antigo da Casa, tem uma escada em caracol que nos leva a um espaço subterrâneo que era, outrora, uma Cisterna. Provavelmente anterior ao século XVI, esta construção era um espaço precioso por ser um reservatório de águas pluviais. Colmatou, durante séculos, o problema da falta de água dentro dos limites da Cerca. Pela possibilidade de obter água com alguma permanência, hidratando pessoas, animais e plantas, os poços e as cisternas eram “fontes” de sustentabilidade das quintas agrícolas e de recreio.

A Cisterna tem uma planta circular e uma abóbada de ligeiras arestas. Numa das paredes existe uma abertura de acesso ao vão de escadas, de onde se extraía a água. Este canal tem ligação ao bebedouro existente no pátio por onde, outrora, os cavalos saciavam a sede.

Atualmente, este lugar tem outra função. Tal como todos os espaços da Casa, tornou-se um lugar de fruição de Arte Contemporânea.

O passado marítimo da pedra onde assenta a cidade e a Casa; a Cisterna que, ao longo de séculos, ajudou a conter a água para saciar a sede; e o Deus Neptuno que, apesar de não possuir, de momento, o seu tridente, continua a inspirar-nos força e poder para mover o estado líquido das coisas; são algumas histórias da Água que acompanham a história desta Casa. Muitas outras há por contar pois, tal como o rio, o fluxo do Tempo não pára.

(texto de Sílvia Moreira, com o apoio científico do Arqueólogo Luís Barros - 19 de Fevereiro de 2020)



Imprimir Voltar   Imprimir Imprimir
 
Acessibilidade | Política de Privacidade | Ficha Técnica | Sugestões/Reclamações | Perguntas Frequentes
Copyright © 2007 Almada Informa. Todos os direitos reservados.