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Conheça a processionária-do-pinheiro seta indicativa de direcção do conteúdo 
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Saiba os cuidados a ter e o ciclo de vida desta espécie que faz parte do ecossistema em que vivemos, e que na altura da primavera ocorre em vários locais do concelho.

A processionária-do-pinheiro, Thaumetopoea pityocampa Schiff, é um inseto desfolhador de pinheiros e cedros. É uma espécie natural dos sistemas dunares e pinhais litorais, fazendo parte das cadeias alimentares dos nossos ecossistemas. É sobretudo conhecida pelas alergias causadas em humanos e animais, pela reação ao contacto com os seus pelos urticantes.

Descubra aqui as principais características e ciclo de vida desta espécie de modo a prevenir eventuais acidentes da melhor forma.



1.
O ciclo de vida da lagarta-do-pinheiro

A lagarta-do-pinheiro tem 4 fases de vida distintas: Borboleta, Ovo, Lagarta e Crisálida.

No verão, de Maio a Setembro, as borboletas nascem a partir de casulos/crisálidas que estiveram enterrados no solo. Assim que emergem do solo, rapidamente fazem posturas nos ramos de pinheiros ou cedros.

No outono, entre Setembro e Novembro, dos ovos que estiveram em incubação durante 30 dias, nascem as pequenas larvas, que se começam a alimentar das agulhas tenras dos pinheiros. Estas larvas estão no início do seu crescimento e alimentam-se durante o dia, juntando-se à noite em ninhos ainda pouco estruturados.


Borboleta da processionária    Ninho de processionária    Ninho de processionária    Lagartas da processionária
Fonte das imagens: Wikimedia Commons


Já no inverno, entre Novembro e Janeiro, as lagartas, agora mais desenvolvidas começam a desenvolver pelos urticantes que as vão proteger. Constroem ninhos e a alimentação passa a ser crepuscular e noturna, agrupando-se no ninho durante o dia. Quando os ramos perto do ninho estão já desfolhados, elas deslocam a colónia para outro ramo. Nesta fase os ninhos são bastante visíveis pois já estão bastante compactos e ligados entre si, para que as colónias se movam facilmente entre eles.

É quando se inicia a primavera, entre Fevereiro e Maio, que as lagartas atingem o estádio de maturação mais avançado e podem deslocar-se de um pinheiro que já esteja muito desfolhado para outra árvore. Em dado momento, deixam de se alimentar durante 3 dias, organizam-se em “procissão” encabeçada por fêmeas e descem para o solo, onde começam a escavar, ainda agrupadas, e enterram-se a profundidades de 5-20 cm para se transformarem em crisálidas.



2. Como reconhecer sintomas alérgicos à processionária-do-pinheiro

O risco associado decorre do contacto com o inseto na fase de lagarta e com os pelos que libertam e que são disseminados pelo vento. Estes pêlos causam alergias na pele, globo ocular e aparelho respiratório.

Os sintomas alérgicos mais comuns são comichão, ardor, irritação da pele, olhos avermelhados, inchados e com comichão e dificuldade em respirar. Assim que se verificar o contacto com a lagarta e/ou em caso de sintomas de alergia deve-se procurar um médico.

Os animais domésticos também podem ser afetados. Esteja atento quando os passear para evitar que entrem em contacto com as lagartas.

O que fazer para se proteger e aos seus animais de estimação…

Na fase atual do ciclo de vida da processionária-do-pinheiro (entre Fevereiro e Maio, quando as lagartas estão no estádio de maior maturação), siga as seguintes recomendações:
  • Evite o contacto com as lagartas quando em procissão;
  • Não pise nem as esmague;
  • Isole a zona com a lagarta processionária;
  • Não varra a zona com a lagarta sem equipamentos de proteção (máscara, luvas, óculos)
  • Remova os ninhos da lagarta, acautelando sempre a proteção da pele e dos órgãos respiratórios (usar luvas, cobrir a pele, usar óculos de proteção e máscara para proteger a boca e o nariz);
  • Em caso de contacto não remova as lagartas sem antes proteger a sua pele, ou retirar com pinça;
  • Em caso de contacto com a roupa, esta deve ser lavada a temperaturas elevadas;
  • Em caso de reação alérgica, consulte o médico;
  • Não passeie animais em áreas com pinheiros. Em caso de alterações, consulte rapidamente o veterinário.
  • Em locais com pinheiros instale caixas-ninho e abrigos para os predadores naturais da lagarta, como sejam Chapim-real (Parus major), Chapim-azul (Parus cearuleus), Chapim-de-poupa (Parus cristatus) e Chapim-carvoeiro (Parus ater).




3. Como lidar com a processionária do pinheiro

A processionária é uma espécie de inseto que existe naturalmente na nossa região. Num ecossistema natural e em equilíbrio não se torna uma praga. No entanto, as alterações do uso do solo e das condições climáticas, bem como o decréscimo da biodiversidade, são fatores que desregulam os ciclos naturais e podem conduzir a que uma população de determinada espécie se possa tornar uma praga.

Para manter a sua densidade de forma controlada, ou seja, que continue a existir para que se mantenha a restante cadeia alimentar, mas que não nos cause problemas, devemos estar atentos durante todo o ciclo de vida e intervir ajustadamente a cada época do ano e do desenvolvimento os indivíduos de processionária.

Apenas são urticantes os pelos da lagarta na fase em que se prepara para descer os pinheiros até se transformar em crisálida no solo.

O caminho que fazem do pinheiro para o solo é rápido e enterram-se a poucos metros de distância. Caso não seja numa zona onde crianças ou animais possam por curiosidade ou acidente ser atraídos e tocar nestas lagartas, terá um risco muito baixo.

A solução para o controlo da população de processionária-do-pinheiro não passa pelo abate das árvores afetadas mas, sobretudo, pelo controlo das populações de processionária, ajustada a cada fase do ciclo de vida, mantendo as populações deste inseto em níveis mínimos que não causem danos significativos.

Em cada fase da vida da processionária há um tratamento, preventivo ou reativo, a aplicar:

  • Entre Novembro a Janeiro - Eliminação dos ninhos
    • Eliminação dos ninhos nas copas das árvores através do corte das pernadas do pinheiro onde sejam detetados. Estes ninhos devem ser queimados.
  • Entre Fevereiro e Maio - Captura das lagartas
    • Colocação nos pinheiros de cintas de captura com colas específicas inodoras, para fazer a captura das lagartas na fase em que estas descem pelo tronco. Ao descer, as lagartas ficam aprisionadas e podem ser recolhidas.
    • Perto das árvores onde estavam os ninhos vão estar enterradas as lagartas a transformar-se em crisálidas. Caso se detetem, deve-se revirar levemente para capturar as crisálidas. Também estas devem ser queimadas e utilizadas luvas de proteção aos pelos urticantes.
  • Entre Maio e Agosto - Captura de borboletas machos
    • Instalação de recipiente com um líquido com feromonas (hormonas sexuais), que atraem os machos das borboletas, diminuindo as probabilidades de acasalamento e consequentemente reduzindo o número de ovos colocados nas árvores.
  • Entre Setembro e Novembro - Controlo biológico das lagartas
    • Nesta fase em que as lagartas estão a crescer, podem ser aplicados métodos para matar ou reduzir o número de lagartas. Podem ser pulverizados inseticidas ou micróbios que vão matar as lagartas, ou pulverizados reguladores de crescimento que não deixam as lagartas desenvolverem-se. Outra forma utilizada é injetar inseticida no sistema vascular das árvores, o que vai também afetar o sistema de condução da seiva nas próprias árvores e criar algum desequilíbrio com outros insetos que podem vir a afetar a árvore.

    • É nesta fase muito importante ajudar a que os predadores naturais desta espécie, como os cucos, as poupas e os chapins se instalem na proximidade das árvores. Deverão ser colocadas caixas-ninho e evitados os pesticidas.



4. A Intervenção municipal

A Câmara Municipal de Almada tem procurado responder a este problema informando os munícipes, disponibilizando informação técnica e intervindo em várias situações:

  • Eliminação de ninhos - intervenção localizada e manual de remoção de ninhos com recurso a plataforma elevatória, após avaliação do risco para a população e animais.
  • Tratamento microbiológico antes de a lagarta atingir o 4.º estádio de Endoterapia vegetal em parques infantis, logradouros escolares, espaços verdes da Rede Municipal de Parques e Jardins.
  • Colocação de caixas-ninho em logradouros escolares e em espaços verdes da Rede Municipal de Parques e Jardins.
  • Desinfestações nas situações generalizadas em espaço público.

Eliminação de ninhos de processionária    Tratamento microbiológico    Colocação de caixas-ninho
Fonte das imagens: Câmara Municipal de Almada



Para mais informações:
Divisão de Espaços Verdes
21 254 97 00
vfp@cma.m-almada.pt


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