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Monumento Liberdade, Democracia e Solidariedade . freguesia Pragal
Castelo de Almada

Almada




Alameda do Castelo
2800 Almada





O Castelo de Almada continua envolto em mistérios. A História ainda não precisou a data da fundação desta fortificação, estrategicamente localizada no topo de um promontório com excelentes condições de defesa e alcance visual sobre o estuário do Tejo.

Ao certo, sabe-se que foi erigido sobre sucessivas construções, que provavelmente remontam até ao antigo castelo árabe e que no séc. XII já existia.

O traçado original desta fortificação e do castelo cristão estão também por apurar, sendo por isso difícil garantir que se tenha implantado sobre os alicerces do seu predecessor.

Foi alvo de várias alterações - durante os séculos XII, XVI, XVII, XIX - a mais importante das quais em 1666, pela mão de D. Afonso VI, monarca que ordenou a ampliação da Fortaleza.
 
Esta edificação está na posse da Guarda Nacional Republicana desde 1976.




 

Ermida do Espírito Santo


Almada




Rua Visconde de Almeida Garrett
2800 Almada




A estrutura baixa e bem apoiada nas paredes laterais contribuiu para que esta igreja, do séc. XVI, sofresse poucos estragos com o terramoto de 1755. Um ano depois desta catástrofe, já se celebravam cerimónias religiosas nesta igreja de uma só nave, que substituiu durante dois anos a Igreja de Santa Maria.

A imagem de Nossa Senhora da Assunção foi destruída pelo terramoto, mas foi substituída por uma outra, vinda de Lisboa.

O culto nesta ermida revestia-se de alguma importância, destacando-se a Procissão de Domingo de Ramos que percorria as principais ruas da vila, embora este momento religioso viesse a terminar na primeira metade do séc. XIX.

Também nos finais de séc. XIX, a ermida abandona a sua função religiosa, passando a funcionar como sede da Academia Almadense até 1942. Em 1974, tornou-se sede do Grupo Desportivo Cultural de Almada. Actualmente este espaço, conhecido como «Salão das Carochas», foi adquirido pela Câmara Municipal de Almada com objectivo de adquirir novas valências.
 




Quinta de Arealva

Almada




Olho de Boi
2800 Almada
Propriedade Privada





Domingos Afonso era o proprietário da Quinta da Arealva em 1861, dividindo com os Paliarte toda a área entre a Arealva e o Olho de Boi.

Durante o reinado de D. Pedro II construiu-se, no local, o Forte da Fonte da Pipa, abandonado no último quartel do século XVIII, época em que se edificaram alguns edifícios pombalinos de proprietários vinícolas do Ginjal.

A Quinta de Arealva albergou uma das maiores indústrias de tanoaria do concelho desde o século XVIII, tendo todo este espaço, até um passado muito recente, pertencido à Sociedade Vinícola Sul de Portugal, empresa armazenista de vinhos.
 





Sítio de Olho de Boi

Almada




Olho de Boi
2800 Almada





As construções que ainda hoje são visíveis no sítio do Olho de Boi, datam dos séculos XIX e XX, tendo feito parte do bairro da antiga Companhia Portuguesa de Pesca (C.P.P.), sigla que o tempo ainda não apagou das paredes dos edifícios. Parte deste espaço pertenceu aos Condes de S. Lourenço.

Entre o Olho de Boi e a Fonte da Pipa, encostada ao cais e à rampa que servia de varadouro à fonte, estabeleceu-se uma fábrica de tecidos que já laborava em 1832. Funcionou até princípios do século XX e, na década de 1920, passou para a C. P. P.

Esta empresa viria a obter espaço de instalação para oficinas e armazéns avançando sobre o rio, mediante aterro e construção de plataforma apoiada sobre pilares.
 





Palácio da Cerca

Almada




Rua da Cerca
2800 Almada





Actuais instalações da Casa da Cerca e classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1990, o Palácio da Cerca representa um dos melhores exemplos da arquitectura setecentista do concelho de Almada.

A contrastar com a singeleza das habitações do núcleo de Almada Antiga, onde se insere, destacam-se o edifício principal e jardins desta antiga quinta de recreio, misturando os estilos barroco e romântico.
O Palácio está incluído numa área de 14 000 m2, isolado da vila por um muro que circunda o conjunto, edificado no século XVII. Os jardins, os espaço para hortas, cultivo e vinhas compunham a área anexa ao edifício principal.

 
Ocupada após o 25 de Abril de 1974, funcionou durante vários meses como hospital público. Em 1983 a Câmara Municipal de Almada adquire o espaço, que passou a designar-se, desde 1993 Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, funcionando em ligação com a Galeria Municipal de Arte.
Em 2001 foi inaugurado o Jardim Chão das Artes, na área circundante do Palácio, onde se estabelece a ligação das artes plásticas à Natureza.
 





Pátio do Prior

Almada



Largo Boca do Vento
2800 Almada





O Pátio do Prior, situado no Largo da Boca do Vento, deve o seu nome ao facto de D. António, Prior do Crato, pretendente à coroa portuguesa e ainda aclamado rei pelo povo em Santarém, ter herdado neste local umas casas de seu pai, o infante D. Luís, donatário de Almada. Em 1580 as casas foram adquiridas pelos Abranches.

Do lado esquerdo da entrada do pátio existia um painel de azulejos azul/branco da segunda metade do século XVIII, dedicado a Nossa Senhora do Cabo, ladeada por Santo António e São Marçal. Foi levantado, recuperado e transferido para o interior da Igreja Paroquial de Almada, tendo sido colocada no mesmo local uma cópia, elaborada pela fábrica de Sant'Anna.

Diz-se ainda que neste mesmo pátio se reuniram, o duque de Bragança (futuro D. João IV) e os apoiantes à restauração da independência nacional, nas vésperas da Revolução de 1640.

Neste Pátio, Almada viu nascer o seu movimento associativo, protagonizado pela  associação os Cabralistas. Mais tarde, em 1848, recebe a Incrível Almadense, a mais antiga sociedade de recreio local existente.

A tradição teatral neste espaço remonta ao séc. XIV: consta que terá sido aqui representada pela primeira vez o "Auto da Índia" de Gil Vicente, a pedido da Rainha D. Leonor, numa das suas estadias em terras almadenses, quando em 1509,  procurava refúgio da peste que se alastrava em Lisboa. 

Durante o século XIX, foi palco de diversas manifestações teatrais, que obrigaram a obras de recuperação do espaço. Mais recentemente, acolheu a 1 ª edição do Festival de Teatro de Almada, assim como tem acolhido os espectáculos do Festival Sementes.
 





Fonte da Pipa

Almada




Olho de Boi
2800 Almada




 
Na história de Almada, a Fonte da Pipa é referida como a principal fonte de abastecimento de água, quer para os residentes da vila, quer para os navios que aí acostavam e para o lavadouro público nela existente.

Esta nascente de água doce existente no local do Olho de Boi, funcionou até aos anos 60 do século XX e deve o seu nome à forma como era efectuado o transporte de água para a vila.

Pelo menos desde os séculos XV e XVI, a fonte incluía uma rampa que servia de varadouro, uma muralha de pedra aparelhada que o circundava, formando uma plataforma, com parapeito e adornada com quatro gárgulas em pedra, terminando em carrancas.

No final do século XVIII, a Fonte da Pipa era um dos portos de mar do Termo de Almada, podendo nele acostar até 18 embarcações, sobretudo lanchas. As caravelas também aqui se abasteceram de água doce. 

Depois de várias intervenções, a Fonte da Pipa é beneficiada, em 1736 por iniciativa de D. João V,  com recurso a imposto lançado pelo mesmo sobre os açougues da vila. Os arranjos beneficiam o caminho de acesso e a própria fonte, que vê colocada na sua fachada o brasão régio joanino, com características barrocas na sua forma mais tardia e ainda hoje visível.

Em 1921, a Câmara Municipal instalou uma bomba para elevar a água até ao chafariz da actual Praça José Alaíz, poupando a população a uma caminhada difícil entre a vila e a fonte. Este sistema de abastecimento manteve-se até à domiciliação da água, que aconteceu nos anos 50.

Uma década depois, a nascente secou definitivamente. Nos finais da década de 90, a autarquia recupera o fontanário da Fonte da Pipa, integrando o monumento num circuito ribeirinho que permite articular a área de Almada Velha com o Cais do Ginjal e daí até Cacilhas, inserido-o num projecto mais amplo, com o objectivo de recuperar e revitalizar a cidade antiga.
 
 




Paços do Concelho

Almada

Largo Luis de Camões
2800 Almada



Actuais instalações da Câmara Municipal de Almada, este edifício situa-se no fim da antiga Rua Direita (actual Rua Capitão Leitão). Pensa-se que deve ter sido construído no ano de 1795, data expressa no sino que encima a torre, oferta da Rainha D. Maria I, cujo escudo se encontra sobre a porta do seu primeiro piso ou andar nobre.

Trata-se de um edifício de três pisos com um desenho de contornos pombalinos, onde é possível verificar o reaproveitamento de materiais de antigas construções, como é o caso de algumas cantarias junto ao solo. A torre sineira é um dos elementos mais característicos, embora desfasado do resto do corpo, simbolizando o poder administrativo da antiga Vila de Almada.

A escadaria de aparato é outro dos elementos que se destaca na fachada principal, sendo de cariz barroco e uma persistência da época joanina. Liga o portal do piso térreo à porta do andar nobre.

Construída em moldes de clássica sobriedade, com guarda em ferro, esta escadaria permite dois cortejos paralelos que se dividem para voltar a convergir no patamar.

No interior do edifício, as paredes da sala do primeiro piso possuem lambris de azulejos de várias cores, típicos da época pombalina.

A partir do séc. XVIII, passou a receber as reuniões de Vereação da Câmara, que até ao terramoto de 1755 aconteciam em casas da antiga Rua da Lage (nas proximidades da Igreja de Santiago).

No largo em frente, encontrava-se o Pelourinho, destruído quase na íntegra em 1868, por motivos que ainda hoje se desconhecem.

Ainda durante os finais do séc. XIX e primeiros decénios do séc. XX, para além da função de Paços do Concelho, funcionou como Tribunal Judicial e como prisão (com alas masculina e feminina).

Como facto histórico, relembra-se o dia 4 de Outubro de 1910, quando ali foi hasteada a bandeira de um dos centros republicanos existentes em Almada, em vésperas da implantação de um novo sistema político, um dia depois, na capital.

Actualmente é a sede dos Paços do Concelho.


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