Algodoeiro, a planta do ano 2020 seta indicativa de direcção do conteúdo 
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Algodoeiro

Espontâneo em regiões tropicais, o Algodoeiro (Gossypium herbaceum L.) é uma das plantas mais cultivadas de todo o mundo. Na Índia é utilizado desde 1800 a.C.. Na Europa o algodão foi introduzido pelos muçulmanos e as civilizações pré-colombianas já o cultivavam muito antes da chegada dos conquistadores espanhóis.
Existem 4 espécies diferentes do género Gossypium: Gossypium hirsutum, espécie do continente americano, G. barbadense, G. arboreum da Ásia e África Orientais e o G. herbaceum da região mediterrânica.
As fibras do algodão são utilizadas na produção de telas e de papel. As telas de algodão são adequadas para formatos pequenos, até 1 a 2 metros em tecidos fortes, e têm também a vantagem da sua claridade especial. As principais espécies usadas no passado para a obtenção de papel eram o papiro, no Egipto, a casca de amoreira, na China, o linho e o algodão.
O Algodoeiro exige um clima quente, muita água durante o crescimento e seca pronunciada durante a maturação do fruto e durante a colheita. A colheita é feita para dentro de sacos, que são prontamente enviados para fábricas, onde o algodão é limpo e batido para separar as fibras das sementes, cardado para remover as fibras demasiado pequenas e finalmente fiado.
Um só arbusto de algodão proporciona cerca de 1 kg de algodão bruto. Enquanto os filamentos brancos, com comprimento de cerca de 2,5 a 3 cm, são enviados para as indústrias têxteis, as sementes são usadas para a extração de óleo. Este é um excelente óleo alimentar, que se comercializa não só como margarina, mas também como óleo de mesa.
No Chão das Artes podemos encontrar esta espécie no “Jardim das Fibras”, junto a outras plantas a partir das quais se extraem fibras para a produção de telas e papel.



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