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Dia: 7 de setembroComunidade de leitores Sábados de leitura_g
Horário: 15h00
Local: Sala Polivalente
  
Comunidade de Leitores “Sábados de leitura”
Nesta sessão vamos falar sobre a obra “Retalhos da Vida de um Médico”, de Fernando Namora
Retalhos da Vida de um Médico, é um conjunto de histórias acerca da vivência de Fernando Namora na sua atividade profissional enquanto médico de província. A primeira série foi editada em 1949 e a segunda em 1963, vindo a ganhar o Prémio Vértice.
Esta obra constitui um documento social da primeira metade do século XX, desenvolvendo-se em volta da vida de um médico de aldeia, por pequenas terras provincianas do centro e do sul do país. Mostrando as dificuldades que o médico enfrenta para ser aceite pela população local, habituada a charlatães, crendices e superstições. Este depara-se com a maneira simples de viver dos aldeões, subdesenvolvidos e subalimentados e com a sua desconfiança e avareza. A estas realidades, reage ora com ironia, ora com dúvida, ora com cansaço.
A estrutura da obra é feita por "retalhos", ou seja, de forma fragmentária, sem preocupação cronológica. É considerada uma obra mista, a nível de géneros literários, pois apresenta vários: a autobiografia, o conto, o diário, o apontamento breve do quotidiano, as memórias.
O livro foi adaptado não só para cinema, com título homónimo, realizado por Jorge Brum do Canto, em 1962; como também para série televisiva, em 1980, realizado por Artur Ramos e Jaime Silva.
            
Comunidade de leitores Sábados de leitura_autorFernando Namora nasceu em Condeixa-a-Nova, em 1919, e licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. Exercendo a sua atividade enquanto médico em Condeixa-a-Nova e nas regiões da Beira Baixa e Alentejo.
A sua obra de estreia foi Relevos (1938), livro de poesia ligado ainda às tendências do grupo da Presença. Três anos mais tarde, Terra (1941), também poesia, dava início à publicação do Novo Cancioneiro, órgão do neo-realismo, que então começava a afirmar-se. Entretanto, publicara, também em 1938, o romance As Sete Partidas do Mundo (Prémio Almeida Garrett), que marcava já a viragem ao encontro do neo-realismo. A sua obra evoluiu, de uma forma geral, no sentido de um amadurecimento dos preceitos estéticos desta corrente. Mais tarde, não desdenhando a análise dos problemas sociais, os seus livros foram sendo progressivamente marcados por aspetos picarescos, por observações naturalistas e pelo existencialismo.
Fernando Namora foi um escritor dotado de uma profunda capacidade de análise psicológica, a que se aliou uma linguagem de grande carga poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem. Entre os títulos que publicou, encontram-se os volumes de prosa Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945), As Minas de São Francisco (1946), Retalhos da Vida de Um Médico (1949 e 1963), A Noite e a Madrugada (1950), O Trigo e o Joio (1954), O Homem Disfarçado (1957), Cidade Solitária (1959), Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego), Os Clandestinos (1972) e Rio Triste (1982); e as obras de poesia Mar de Sargaços (1940) e Marketing (1969). Escreveu ainda livros de memórias, anotações de viagem e crítica como Diálogo em Setembro (1966), Um Sino na Montanha (1970), Os Adoradores do Sol (1972), Estamos no Vento (1974), A Nave de Pedra (1975), Cavalgada Cinzenta (1977) e Sentados na Relva (1986). A sua produção poética foi reunida, em 1959, no volume As Frias Madrugadas.
  
Público-alvo: Maiores de 18 anos
Lotação máxima: 20 participantes (máximo)
Entrada livre
biblactividades@cma.m-almada.pt
212 508 210


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