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Logo ReDunaEngenharia natural nas dunas de S. João

Em poucos meses, alguns troços das dunas das praias de São João, na Costa da Caparica, já cresceram em média 50 centímetros. Em algumas áreas a duna subiu até 1,3 m. Tudo graças ao ReDuna, um projeto que recorre a soluções de base ecológica, da responsabilidade da Câmara Municipal de Almada, apresentado dia 19 de junho.

As paliçadas em vime que delimitam as zonas mais sensíveis são apenas a face mais visível do ReDuna – Recuperação e Restauração Ecológica do Sistema Dunar de S. João da Caparica. Na verdade a grande transformação está a acontecer debaixo das areias desta zona costeira, onde a rede de raízes das espécies vegetais plantadas vai retendo as areias.

«Há um ano este bar estava suspenso, depois de uma das mais graves tempestades de inverno», lembrou o presidente Joaquim Judas, num dos mais recentes apoios de praia, Sea Salt & Pepper, em São João. Mas «mobilizando esforços e vontades foi possível concretizar a reposição das areias e depois lançar o ReDuna, que significa uma nova forma de acautelar a indispensável proteção dos valores da costa».

Este processo iniciou-se em outubro de 2014 e implicou a construção de passadiços sobrelevados em material reciclado, para limitar o pisoteio e a circulação nas dunas. Paralelamente, ao longo de uma extensão de mais de 1km de duna, foram plantadas várias espécies nativas, como o estorno e o cardo-rolador, protegidas por paliçadas em vime onde encontramos várias mensagens informando os veraneantes da importância e fragilidade do cordão dunar, onde habitam mais de 50 espécies diferentes de plantas e animais.

Intervenções ReDuna Sinalética ReDuna

Os resultados da aplicação destas medidas de engenharia natural estão a revelar-se muito positivos, graças à rede de raízes que já se formou e que conseguiu já reter milhares de m3 de areia da frente dunar.

O ReDuna está a ser regularmente monitorizado, em parceria com o Centro de Estudos Geológicos e o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, ambos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Sucedeu e complementou a alimentação artificial das praias, da responsabilidade da Agência Portuguesa de Ambiente, e está a ser realizado ao abrigo de um protocolo de colaboração com aquela entidade, no âmbito do Programa Operacional Temático de Valorização do Território POVT 2007-2013, sendo cofinanciado pelo Fundo de Coesão a 100%, no valor de 229.792.32 €.

De acordo com os dados apresentados no dia 19, este é um caso de sucesso que pode ser replicado noutras praias do concelho e do país, pela sua contribuição para o restabelecimento do equilíbrio do sistema duna-praia.


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